
"O discurso da pesquisa é apanhado em sua própria contradição. Para poder dizer o que busca, ser-lhe-ia preciso já o ter encontrado. Se fosse esse o caso, porém, só lhe restaria calar-se, exceto se se tornasse outro, didático, por exemplo, ou, por que não, promocional. Inversamente, se ele fala, e até, se não para de falar, é porque seu próprio fim, em parte, continua a escapar-lhe. E, é claro, ao buscá-lo, ele se está buscando. É, portanto, duas vezes uma ausência (relativa), a do objeto, sempre a construir ou a reconstruir, e aquela que ele experimenta em relação a si mesmo, que o fundamenta e o motiva.
No entanto, já que assim é a lei do gênero, chega um momento em que ele precisa 'se apresentar': nomear-se mostrando-se, situar-se dizendo do que se ocupa, em suma, alegar o que é, como se conhecesse a própria identidade e soubesse exatamente o que faz, enunciando-se: como se fosse transparente ao próprio olhar e já inteiramente presente diante de si mesmo" (LANDOWSKI, E. Presenças do outro, ed. Perspectiva, São Paulo, p. 09)
* Intitulei esta foto de "A presença do sentido". Extraída do blog do Érico www.memoriasdaescrita.wordpress.com
No entanto, já que assim é a lei do gênero, chega um momento em que ele precisa 'se apresentar': nomear-se mostrando-se, situar-se dizendo do que se ocupa, em suma, alegar o que é, como se conhecesse a própria identidade e soubesse exatamente o que faz, enunciando-se: como se fosse transparente ao próprio olhar e já inteiramente presente diante de si mesmo" (LANDOWSKI, E. Presenças do outro, ed. Perspectiva, São Paulo, p. 09)
* Intitulei esta foto de "A presença do sentido". Extraída do blog do Érico www.memoriasdaescrita.wordpress.com